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AS CONDIÇÕES DE TRABALHO TEM AFETADO A SUA MENTE, SUAS EMOÇÕES E COMPORTAMENTO?

Quando se fala em doença relacionada ao trabalho e do direito constitucional do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança, logo associamos a medidas de proteção física, procedimentos operacionais padrão, EPI´s, luvas, álcool gel, especialmente em tempos de pandemia.

Acontece que o ambiente de trabalho deve também preservar a saúde emocional, mental e comportamental do trabalhador. E, essa visão merece ser amplificada, especialmente pelo empresariado, que poderá ser responsabilizado por condutas e metodologias danosas implantadas em sua empresa.

Essas doenças podem sim ser consideradas doenças profissionais, equiparadas a acidente de trabalho, ensejar abertura de CAT, afastamento do trabalho, estabilidade de 01 ano após a alta médica, rescisões indiretas do contrato de trabalho, indenizações e até mesmo pensões vitalícias, dependendo dos danos e sequelas desencadeados.

Tais moléstias se instalam aos poucos. Vão passando desapercebidas, como um desconforto, uma situação pontual. De repente, vão se agigantando e, podem perder o controle, gerando consequências desastrosas para a vida, para a saúde, para a carreira, para o emprego, para o relacionamento social e familiar; podendo gerar incapacidade e até mesmo dependência. 

A pandemia e junto com ela as medidas de afastamento social, as restrições, as medidas de proteção (higienização constante, uso de máscaras), reestruturação do trabalho têm sido grandes aliados a um problema crescente e desastroso, o estresse no ambiente de trabalho, fragilizando ainda mais a saúde do trabalhador, do ponto de vista psíquico, emocional e comportamental, gerando inclusive doenças fisiológicas que nascem justamente desses impactos; é uma resposta do corpo a dor da “alma”.

A saúde, a visibilidade e o sucesso da empresa dependem também da presença dos mesmos atributos em seus colaboradores e parceiros. O desafio é impedir a instauração de um ciclo vicioso que lesiona, afasta, quebra a unidade da equipe e impacta negativamente no crescimento, na imagem e na prosperidade.

A prevenção envolve abordagem das atividades, do ambiente de trabalho e dos riscos; identificação de problemas e danos potenciais, medidas de correção e controle; informação, treinamento e educação.

Há medidas legítimas, saudáveis e produtivas, como colaboração, engajamento, oportunidade, reconhecimento, proporcionalidade e razoabilidade, otimização de rotinas e métodos, melhoria em termos de comunicação, relacionamento e capacitação.

O Ministério da Saúde editou manual sobre os Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados ao Trabalho

 (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/partes/doencas_trabalho1.pdf)

 

Veja a lista de transtornos mentais e de comportamento relacionados ao trabalho:

  • Demência em outras doenças específicas classificadas em outros locais (F02.8), decorrentes de exposição a drogas, toxinas e traumatismos.
  • Delirium, não-sobreposto à demência, como descrita (F05.0), em razão da exposição a substâncias tóxicas e traumas.
  • Transtorno cognitivo leve (F06.7), devido a exposição a substancias químicas tóxicas e agentes físicos – como níveis elevados de ruído, por exemplo.
  • Transtorno orgânico de personalidade (F07.0), em razão da exposição a substancias químicas tóxicas.
  • Transtorno mental orgânico ou sintomático não especificado (F09.-), exposição a substancias químicas tóxicas.
  • Alcoolismo crônico (relacionado ao trabalho) (F10.2), decorrentes de problemas relacionados ao emprego e ao desemprego, condições difíceis de trabalho, circunstâncias ligadas a atividade.  
  • Episódios depressivos (F32.-), revelados em sintomas como humor triste ou diminuição do interesse ou prazer, em atividades que normalmente eram agradáveis, diminuição ou aumento do apetite com perda ou aumento de peso, insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor, fadiga ou perda de energia, sentimentos de desesperança, culpa excessiva ou inadequada, diminuição da capacidade de pensar e de se concentrar ou indecisão, pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida recorrente sem um plano especificou uma tentativa de suicídio ou um plano específico de suicídio, dentre outros. Os agentes desencadeadores normalmente são decepções sucessivas em situações de trabalho frustrantes, perdas, exigências excessivas de desempenho cada vez maior, excesso de competição, ameaça permanente de perda do lugar, perda efetiva, perda do posto de trabalho e demissão, exposição a substancias químicas tóxicas.
  • Estado de estresse pós-traumático (F43.1), refere-se a sua resposta tardia e/ou protaída a um evento ou situação estressante, de curta ou longa duração, de natureza ameaçadora ou catastrófica, reação a acidente de trabalho grave, reação após assalto no trabalho, por exemplo.
  • Neurastenia (inclui síndrome de fadiga) (F48.0), pode decorrer de exposição a substancias químicas, ritmo de trabalho acelerados, com tempo insuficiente de pausas e repousos, excesso de horas extras, jornada em turnos alternados, apresenta-se com queixas persistentes e angustiantes de fadiga aumentada após esforço mental, fraqueza, exaustão corporal após esforço físico mínimo; sensação de dores musculares, tonturas, cefaleias tensionais, perturbações de sono, incapacidade de relaxar, irritabilidade, dispepsia, incapacidade de se recuperar por meio de descanso, relaxamento ou entretenimento, está ligado a ritmo e condições de trabalho, presença de ruídos e outros agressores, falta de descanso, pressões.
  • Outros transtornos neuróticos especificados (inclui neurose profissional) (F48.8), revela-se por conflitos vinculados a uma determinada situação organizacional ou profissional, processos de estafa, trauma ou desencadeante de conflitos, ligado ao conteúdo ou ritmo de tarefas, fatores mecânicos e condições físicas dos postos de trabalho e normas de produção, sistemas de turnos, premiação e incentivos, relacionamento entre colegas e chefia, medidas de proteção coletiva e individual, estratégias individuais e coletivas. 
  • Transtorno do ciclo vigília-sono devido a fatores não-orgânicos (F51.2), está ligado a problemas relacionados com o emprego ou desemprego, má adaptação à organização do horário de trabalho, condições de trabalho.
  • Sensação de estar acabado (síndrome de burn-out g, síndrome do esgotamento profissional) (Z73.0), ligada a estresse emocional e interpessoal crônico do trabalho, perda do sentido de sua relação com o trabalho, desinteresse, exaustão emocional, despersonalização, diminuição do envolvimento pessoal no trabalho, desistência, perda de energia, esgotamento físico e mental, irritabilidade, isolamento, paranoia.

Não apenas transtornos psicológicos, depressão, ansiedade, insônia, síndrome do pânico podem se desenvolver relacionados ao trabalho e ao ambiente laboral. Doenças fisiológicas podem advir dos profissionais que vivem altamente estressados por um longo tempo, como: transtornos alimentares (anorexia, compulsão..), doenças cardiovasculares, síndrome do intestino irritável, redução da imunidade, em razão do aumento do cortisol; diabetes, cefaléias, envelhecimento.

De acordo com a definição da OMS: “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.”

Saúde é o que interessa tanto para a empresa quanto para o colaborador.